Jovem diz que foi perseguida por funcionário da Prefeitura de Itacaré.

Desde que se mudou de Brasília para Itacaré, há seis anos, Núbia Magalhães tinha uma vida normal na cidade. Casou-se e teve um filho. Mas tudo mudou em dezembro do ano passado, quando um homem passou a monitorar sua rotina e a assediou.

O agressor em questão é funcionário da Prefeitura de Itacaré. Ao site Varela Notícias, Núbia contou que era um dia comum quando começou a receber mensagens de um estranho no WhatsApp.

“Ele me chamou e eu perguntei pra ele quem era. Ele disse o nome dele. Eu falei que não conhecia ninguém com aquele nome. Ele respondeu ‘você não me conhece, mas eu te conheço’. E continuou: ‘já estou te observando há um bom tempo’. Nisso, ele começou a dar em cima de mim”, relata.

No processo, ela alega que as mensagens no WhatsApp tinham “conotações diversas, cantadas e palavras que a ofenderam moralmente”. Ele “mostrou conhecer a rotina dela, sabendo onde estudava, que tinha um filho, sabia o nome de suas melhores amigas e deixava claro que a acompanhava e vigiava”.

A medida em que as mensagens chegavam, Núbia ficava ainda mais com medo: “Ele disse onde eu estudava, onde eu malhava e onde eu morava. Eu fiquei muito assustada”, fala Núbia, que contou a situação para o seu então marido. Um dia, os dois se encontraram, já que a jovem malha na academia que fica em frente ao escritório onde a esposa do acusado trabalha.

“Meu ex-marido deu uma pancada com o capacete da moto nele e os dois começaram a sair na porrada. Eu tive que separar”, lembra. O então marido de Núbia fez um Boletim de Ocorrência de tentativa de homicídio, porque dias depois ele estava de moto quando foi perseguido e derrubado pelo acusado de assédio.

No processo que moveu contra o suspeito, que não corre em segredo de Justiça, ela pede uma indenização de R$ 20 mil. De lá pra cá, ele nunca mais a importunou: “Já o vi várias vezes na praça da cidade, acompanhado de duas crianças, que são os filhos. Me calei por um ano”. Fonte: Varela Notícias.


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