Itacaré mantém a tradição do desfile cívico de 02 de Julho.

Centenas de estudantes, professores, comerciantes e moradores dos mais diversos bairros de Itacaré participaram do Desfile Cívico do Dois de Julho, uma tradição que completou 60 anos de história, revivendo as lutas pela Independência da Bahia. Vestidos com personagens que marcaram a luta, os participantes promoveram um verdadeiro mergulho na história do Brasil, desde os índios que aqui estavam, a chegada dos portugueses, as batalhas pela independência e os grandes heróis e heroínas, guerreiros qeu fizeram a diferença no sonho de liberdade. O desfile teve ainda a participação da Fanfarra de Percussão de Taboquinhas (Fanpet) e o grupo de capoeira Filhos de Zumbi.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, informou que a proposta foi justamente essa, de manter a tradição de 60 anos, fazer um resgate na história e incentivar os alunos e a comunidade para a busca do conhecimento sobre os grandes guerreiros baianos. E esse ano o Dois de Julho de Itacaré homenageou Dona Nery Quadros, personalidade que foi uma das fundadoras do desfile, mantém viva até hoje a tradição e que faz questão de contar essa história da Independência da Bahia.

O desfile foi realizado pela Prefeitura de Itacaré, através das secretarias de Educação e Juventude, Esporte e Cultura, com o apoio da comunidade e da Polícia Militar. A concentração do desfile foi às 15 horas na Praça do Canhão, seguindo às 16 horas pela Avenida Castro Alves, orla da cidade, passando pelas ruas e encerrando novamente na Praça do Canhão com rodas de capoeira e o tradicional samba de roda feito pelas baianas vestidas a caráter. Como manda a tradição, na orla houve uma breve parada para contar um pouco da história de cada uma das personagens. Tudo isso com a presença da personagem Catita, a cabocla símbolo do desfile de Itacaré.

HISTÓRIA – Contam os historiadores que a declaração de independência feita por Dom Pedro I, em 7 de setembro de 1822, deu início a uma série de conflitos entre governos e tropas locais ainda fiéis ao governo português e as forças que apoiavam nosso novo imperador. Na Bahia, o fim do domínio lusitano já se fez presente no ano de 1798, ano em que aconteceram as lutas da Conjuração Baiana.

No ano de 1821, as notícias da Revolução do Porto reavivaram as esperanças autonomistas em Salvador. As relações entre portugueses e brasileiros começaram a se acirrar, promovendo uma verdadeira cisão entre esses dois grupos presentes em Salvador. No dia 11 de fevereiro de 1822, uma nova junta de governo administrada pelo Brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo deu vazão às disputas, já que o novo governador da cidade se declarava fiel a Portugal.


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