Amanhã será o “Dia ‘D’ contra o Aedes aegypti” na Bahia. Seis mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica  se juntarão aos agentes de endemias dos municípios para fazer uma grande ação educativa em 31 cidades baianas, com a  distribuição de   folhetos e orientações para a população sobre como evitar a proliferação do mosquito transmissor da zika, dengue e febre chikungunya. Até março, as Forças Armadas também integrarão uma mobilização nas escolas. Segundo o subsecretário estadual de Educação, Aderbal de Castro, além da distribuição de   cartilhas, a rede estadual de ensino irá, através do programa Ciência na Escola, realizar oficinas para transformar os estudantes em agentes de saúde. “Esperamos  que eles atuem não apenas na escola, como também entre a família e os amigos, ampliando a rede de atuação”. A proliferação do vírus zika também está na pauta da Campanha da Fraternidade. A Arquidiocese de Salvador informou que o tema  será pautado em  sermões  e encontros das paróquias. O temor contra o vírus aumentou após a associação do  zika com os casos de microcefalia. Na Bahia, desde outubro de 2015, 701 casos da doença foram notificados. Em Salvador, dez edifícios do Condomínio Pituba Ville foram vistoriados ontem por agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) acompanhados de 30 militares do Exército, após a denúncia de um morador. A operação identificou um criadouro e aplicou larvicidas nos imóveis e arredores. *Com informações do Correio25h


O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou hoje (15) que kits para testes rápidos de detecção do vírus Zika, da febre chikungunya e da dengue serão distribuídos para laboratórios de todo o país em fevereiro. “Nós vamos, provavelmente, distribuir agora em fevereiro. Com esse kit, a pessoa vai tirar o sangue e vai saber imediatamente se está com dengue, chikungunya ou com Zika”, disse o ministro após visita ao Instituto Butantan, em São Paulo. As três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O kit foi desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), uma das unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde. Castro não deu detalhes sobre quais laboratórios receberão o material. “Vamos distribuir os testes que forem necessários para que esse diagnóstico seja feito. Não faltarão recursos no Ministério da Saúde para o combate à microcefalia”, ressaltou, em referência à malformação, que está relacionada à ocorrência do vírus Zika em grávidas. (Agência Brasil)


Um vídeo mostrando uma ambulância deixando um paciente no meio da rua após ele ter deixado uma unidade de saúde causou revolta entre moradores de Cubatão (SP). A gravação foi feita em uma avenida movimentada da cidade e mostra o motorista do veículo argumentando que estava deixando o paciente por não haver vagas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

As imagens foram divulgadas nas redes sociais no início desta semana e foram compartilhadas milhares de vezes até a manhã desta quarta-feira (6). A Prefeitura de Cubatão confirmou que está investigando o caso e que um processo administrativo foi aberto para procurar os responsáveis.
No vídeo, é possível ver o paciente, que tinha ferimentos na perna, colocando o pé na frente da roda do veículo no momento em que o motorista acelera. A autora das imagens alerta os ocupantes do carro e eles descem para explicar a situação para os moradores que reclamavam do descaso.
Durante a conversa, o motorista afirma que trouxe o paciente de uma UPA e que o rapaz não conseguiu uma vaga na unidade de saúde. “Eu vou deixar ele onde? Não quiseram aceitar ele. Nossa parte nós fizemos, mas eu vou colocar ele aonde?”, questiona.

Durante a conversa, o motorista afirma que trouxe o paciente de uma UPA e que o rapaz não conseguiu uma vaga na unidade de saúde. “Eu vou deixar ele onde? Não quiseram aceitar ele. Nossa parte nós fizemos, mas eu vou colocar ele aonde?”, questiona.

Em certo ponto, a autora do vídeo diz que o motorista ia atropelar o paciente com a ambulância e o condutor nega a intenção. “Eu não ia passar em cima da perna dele. Eu trabalho aqui há 40 anos. Não sou louco. Posso ser velho, mas não sou doido”.

Em nota enviada ao G1, a Organização Social Saúde Revolução – OSS Revolução, responsável pela gestão da UPA, informou que o fato está sendo apurado. A entidade lamentou a situação e afirmou que a atitude não condiz com as diretrizes da OSS Revolução e nem com a postura dos profissionais.

Ainda de acordo com a instituição, um processo administrativo foi aberto e a equipe envolvida está sendo ouvida. A OSS Revolução também está fazendo contato com a autora do vídeo para, após ouvir todos os envolvidos, tomar as devidas providências. (G1)


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em publicação no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28), o registro da primeira vacina contra a dengue no Brasil. Apesar da liberação, a Dengvaxia, da francesa Sanofi Pasteur, ainda terá valor definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, processo que dura em média três meses, mas não tem prazo máximo. Inicialmente, segundo a Agência Brasil, o medicamento será disponibilizado para a rede particular de laboratórios. Definido o preço, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS vai avaliar se vale a pena incorporar o produto ao sistema público de imunizações. O governo vai avaliar custo, efetividade e impactos epidemiológico e orçamentário da incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde. A vacina é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos e protege contra os quatro tipos do vírus da dengue. A promessa do fabricante é de proteção de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de 66% contra todos os tipos do vírus. O medicamento deve começar a ser vendido no país no primeiro semestre de 2016 e a capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano. O imunizante deve ser aplicado em três doses, com intervalos de seis meses, porém, de acordo com a diretora médica da Sanofi, Sheila Homsani, a partir da primeira dose o produto protege quase 70% das pessoas.


Os casos de microcefalia em todo o país aumentaram 16% em apenas uma semana. De acordo com o novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira, foram notificados, até o último sábado (19), 2.782 casos suspeitos e 40 mortes possivelmente relacionadas ao vírus Zika. Os casos estão distribuídos em 618 municípios de 20 unidades da Federação.

Pernambuco continua sendo o estado com maior número de casos. São 1.031. Em seguida vem a Paraíba, com 429 casos e a Bahia, com 271.

O Ministério da Saúde alerta para a necessidade de reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chicungunya e do vírus Zika nas férias e festas de fim de ano, período marcado por chuvas em muitos estados e com maior circulação de pessoas, como afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Carlos Nardi.

“Muitas atividades e festas estarão produzindo uma inúmera quantidade de descartáveis, de latas que estarão sendo consumidas. Nós estamos querendo exatamentente transferir a responsabilidade de descarte ecologicamente correto para que todos não deixem expostos copinhos, copos, garrafas, latas, tampas de garrafa.”

De acordo com a pasta, um paciente contraiu o vírus Zika depois de receber transfusão de sangue em um hospital de Campinas, em São Paulo. O órgão informou que o doador não sabia da doença, e fez uma notificação assim que começaram os sintomas. Os exames constataram a presença do vírus nos dois pacientes, mas, segundo o Ministério da Saúde, não é possível afirmar que o motivo foi a transfusão.

O ministério alertou que não há motivos para deixar de doar sangue, principalmente neste momento em que os estoques tendem a baixar em todo o país. Mas quem teve Zika deve esperar um prazo de 30 dias para fazer a doação, para evitar possíveis infecções.

De acordo com o Governo, 266 mil agentes comunitários de saúde trabalham nas ações de combate ao mosquito e cuidado com os criadouros no país. O objetivo é visitar 100% das casas até o dia 31 de janeiro. (Agravo)


Os casos da Síndrome de Guillain-Barré na Bahia mais que dobraram nos últimos cinco meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (2) pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Do dia 7 de julho, quando foi divulgado o primeiro boletim com dados sobre a doença pelo governo, até 19 de novembro, data da divulgação do último balanço, o número de casos confirmados saltou de 29 para 64. Uma mulher de 26 anos já morreu vítima da doença na Bahia. Os dois primeiros casos foram anunciados em junho. A Síndrome Guillain-Barré é uma doença neurológica rara que, segundo especialistas tem relação com doenças virais, como o Zika Vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue. “Esse problema está relacionado ao Zika Vírus. Quanto a isso, não temos nenhuma dúvida. A gente tinha levantado essa suspeita pela relação temporal das duas doenças, mas isso já foi confirmado com pesquisas recentes feitas pela Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz]. A gente, no entanto, não sabe ainda como isso ocorre. Ou seja, não tem como saber se uma pessoa que teve Zika terá a Guillain-Barré”, disse ao G1 a infectologista Ceuci Nunes.


Nesta terça-feira (11), o Ministério da Saúde anunciou o início da 36ª Campanha de Vacinação Contra a Poliomielite, que acontecerá de 15 a 31 de agosto. O objetivo é que 12,7 milhões de crianças com mais de 6 meses e menores de 5 anos sejam vacinadas contra a paralisia infantil.

Durante a apresentação da campanha, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressaltou a importância de fortalecer o esquema de vacinação no Brasil como uma forma de contribuir para a erradicação da pólio no mundo: “Ainda não podemos falar em erradicação mundial porque há casos em alguns países da África e da Ásia. Mas é uma meta que nós vamos atingir mais cedo ou mais tarde. Por isso, não podemos permitir que crianças imunizadas convivam com outras sem a cobertura vacinal”, declarou. O último caso de poliomielite no Brasil foi registrado em 1990 e a última ocorrência endêmica na América, ou seja, que não depende de uma contaminação externa, aconteceu no Peru em 1991. Três anos depois, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a pólio estava erradicada nas Américas, a primeira região do mundo a conseguir tal feito. Mesmo assim, o ministro ressaltou que “não podemos dar a luta como vencida”.

Para evitar que a doença volte a aparecer, é imprescindível que o país mantenha bons índices de vacinação porque, quanto maior é o número de pessoas imunizadas, menores são as possibilidades de circulação do vírus. “Além de protegermos individualmente as crianças, quando vacinamos maciçamente a população criamos uma imunidade de grupo, garantindo proteção até a quem não está vacinado. É o que chamamos de imunidade de rebanho”, explicou a coordenadora Coordenadora Geral do Programa Nacional de Imunização, Carla Magda Allan Santos Domingues

Vacina contra a poliomielite

A vacina utilizada na campanha é a trivalente, que protege contra os três tipos de poliovírus (1, 2 e 3) e será tomada por via oral, a famosa gotinha. Por isso, o grande esforço é para que as famílias compareçam ao posto de saúde neste sábado, 15, considerado o dia D da campanha.

Durante a campanha de vacinação contra a pólio, serão mobilizados mais de 100 mil postos de saúde em todo território nacional, que também oferecerão as demais vacinas que compõem o calendário básico da criança. Assim, fica mais fácil regularizar a imunização das crianças. A vacina de pólio é considerada segura e sua eficácia está em torno de 90% a 95%. A estimativa, segundo o Ministério, é que até o dia 31 de agosto pelo menos 12 milhões de crianças, o que representa 95% da meta, sejam imunizadas.