Um pedaço de mata Atlântica foi devastado na região conhecida com Sapé no Bairro Novo em Itacaré, num terreno que está sendo invadido. A ação começou há pouco mais de um mês e pelo menos duas casas de alvenaria já foram erguidas no local, que já está todo fatiado em lotes separados por arames sustentadas por troncos e galhos das árvores que foram mortas. A área é particular e parte dela está inserida em uma zona de proteção ambiental. O cenário é desolador, e de completa destruição.

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O caso aconteceu na manhã da ultima segunda-feira (25), quando o morador Alberson Paludi dos Santos, se deparou com um jacaré na praia do Coqueiral. O instituto foi acionado, mas de acordo com Flávia Morais, o jacaré não passou por avaliação dos técnicos do ICMBio, o animal estava estressado e acabou fugindo em direção à água do mar.

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Já na tarde de ontem o mesmo jacaré fujão, voltou a aparecer e foi capturado pelos moradores que acionaram os analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Até o fechamento desta matéria não se sabe, se o animal foi devolvido ou não para o seu habitat natural.

O outro animal aparentando ter um metro e meio de comprimento, foi encontrado morto por banhistas que passavam pelo local. O fato aconteceu na manhã de ontem, dia 26 de julho, na praia do Novo Prado, próximo do Hotel Cahy.
A praia é um dos pontos turísticos da cidade e uma das principais do município. Segundo informações da analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Flávia Morais, o animal pode ter saído do Rio Jucuruçu, já que a foz é próxima à praia. Através das características informadas do animal, acredita-se que seja um jacaré filhote, do papo amarelo, comum na região.
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Imagem do Jacaré encontrado morto, Foto: Rede Social

Fonte:  Prado Notícia / Foto: Alberdan Souza


Mesmo recebendo o seguro defeso, pescadores em Itacaré vem desrespeitando proibição de pesca do robalo e vem comercializando livremente a especie nas ruas da cidade. A pesca do Robalo em toda Bahia está proibida de o último dia 15 de maio e vai até 31 de julho período de defeso da especie, o pescador que for flagrado realizando a pesca dessa espécie vai responder por crime ambiental.

O defeso é a intervenção proposta pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na atividade pesqueira durante o defeso – período de reprodução dos peixes. Nesse intervalo, o pescador artesanal tem direito a três parcelas, no valor do salário mínimo vigente.

Os municípios onde acontece o defeso do Robalo, na Bahia, são: Alcobaça, Aratuípe, Belmonte, Cairu, Camamu, Canavieiras, Caravelas, Igrapiúna, Ilhéus, Itacaré, Itamaraju, Ituberá, Jaguaripe, Maragojipe, Maraú, Nazaré, Nilo Peçanha, Nova Viscosa, Porto Seguro, Prado, Salvador, Santa Cruz Cabrália, Taperoá, Teixeira de Freitas, Ubaitaba, Valença e Vera Cruz.

Defesos – Na Bahia, existem seis períodos de defeso: robalo, lagosta, piracema de rio, piracema de açude e camarão, este último, dividido em dois períodos.


Em Ubaitaba e Aurelino Leal, nos últimos tempos tem vivido uma situação parecida, quase todas as noites, uma grande névoa provocada por uma fumaça proveniente do Lixão de Aurelino Leal invade as duas cidade e torna a noite dos moradores um verdadeiro terror.

A população tem reclamado insistentemente dessa fumaça que invade as casas e pertuba o sono dos moradores, se torna o um problema para as crianças e tem provocado diversos doenças respiratórias nas pessoas. A enfermeira Suelene tem reclamado insistentemente nas redes sociais que seu filho tem enfrentado diversos problemas para dormir por conta disso.

Já o vendedor de pastel Matheus Guedes, diz que a fumaça tem prejudicado muito a toda a sua família e pede providências da prefeita de Aurelino Leal.

O fato é que “misteriosamente” quase todas as noites uma fumaça tóxica e densa toma conta das duas cidades e durante toda a noite. O fato é tão grave que alguns chegam a lembrar da cidade de Cubatão, em São Paulo, uma das mais poluídas do Brasil, onde a poluição impede a visibilidade do céu e os olhos das pessoas doem por causa da poluição.

Polêmica

Esse fato tem levantado muita polêmica, a respeito de qual seria a origem do fogo, se natural ou criminoso e de quem seria a responsabilidade de resolver o problema.

Ano passado em Outubro de 2015, uma equipe de reportagem do Ubaitaba.com acompanhou a prefeita Liu Andrade, o Corpo de Bombeiro e um biólogo que se dirigiu até o local para descobrir a origem do problema.

O técnico na época atribuiu a origem do fogo à combustão natural, causada pela junção dos gases que se misturam no local do lixão, já que este não tem separação dos resíduos sóliduos e diversos gases inflamável juntos podem entrar em combustão provocando queimadas.

Em abril deste ano, um grupo do corpo de bombeiros se dirigiu até o local, um bombeiro teria afirmado que não se trata de combustão natural e sim de um incêndio criminoso.

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A prefeita Liu Andrade já visitou o Lixão algumas vezes para solucionar o problema com corpo de bombeiros. Foto: Thácia Janaína/ Ubaitaba.com
A prefeita Liu Andrade visitou o Lixão algumas vezes com o corpo de bombeiros. O fogo é recorrente. Foto: Thácia Janaína/ Ubaitaba.com

Em entrevista ao Ubaitaba.com, a prefeita Liu Andrade afirmou que estaria tomando providências novamente nesta quarta-feira(08), junto ao delegado de polícia da cidade para investigar o caso, pois, ela mesmo foi pessoalmente no Lixão, nesta semana com uma equipe e não percebeu fogo algum e suspeita que o incêndio não seja de causa natural, mas se tratar de um incêndio criminoso.

“Eu como gestora, tenho plena certeza que sou responsável por todas as ações que acontecem dentro do município e tenho plena noção disso, agora também, tenho plena noção que o que está acontecendo em Aurelino Leal, é ato de vandalismo, porque há dois dias estávamos limpando o lixão e não havia nenhuma migalha de fumaça, e agora eu fui lá e a gente vê que é fumaça em atos de vandalismo. Nesta quarta-feira, iremos lá novamente e vamos resolver este problema. Eu entendo que ainda estou gestora e a responsabilidade disso tudo, é minha e não fujo dos meus problemas e nem fugirei desse”. Desabafou Liu Andrade

Coisa da Oposição

Alguns boatos que circulam pelas redes é que seria “coisa da oposição”. Em nota, o PSOL, partido de oposição do município se colocou a disposição para ajudar no combate do problema e nega qualquer envolvimento. “É um absurdo pensar isso, pois, todos somos prejudicados, tanto a situação quanto a oposição com essa fumaça”.

Controvérsias a parte, o certo é que a fumaça tem invadido insistentemente e perigosamente ambas as cidades e muita gente tem sofrido com esse problema, alguns já apresentam problemas respiratórios na hora. Mas, o maior perigo desta fumaça proveniente de um lixão, onde há todo tipo de bactérias e produtos tóxicos, é que estejamos sendo vítimas de um problema de saúde ainda maior no futuro. Pois ha cerca de 1 ano, que registramos esse problema. E ninguém sabe as consequencias de respirar esse ar poluído por essa fumaça proveniente de um lixão.

Muitos já sugerem, além da investigação da real causa do incêndio, se criminoso ou natural, que providencias sejam tomadas, tanto para punir, possíveis culpados, quanto para prevenir outros incêndios, ou se for o caso, a mudança do lixão de lugar.

Este problema, hoje, não é só de Aurelino Leal, acreditamos que a prefeitura de Ubaitaba, juntamente com os vereadores das duas cidades devem se envolver e buscar soluções, a população de ambas as cidades não suporta mais a situação.

Criação de Aterros Sanitários

Desde agosto de 2014 que uma lei entrou em vigor no Brasil, onde proibe os lixões a céu aberto nas cidades de todo o país e as prefeituras podem ser responsabilizadas. Como até o momento, poucas cidades cumpriram esta lei e cerca de 40% das cidades do país ainda usam lixões para descartar os resíduos sólidos, a lei foi prorrogada e os municípios pequenos terão até 2021 para se adequar. Portanto, criar aterros sanitários será um desafio para o próximo gestor de Aurelino Leal e Ubaitaba.

Veja o que diz a lei:

A Lei nº 12.305/2010, obriga os municípios e impoe a necessidade de substituir os lixões a céu aberto por aterros sanitários como medida de proteção ambiental. As penalidades variam desde detenção (reclusão de uma a quatro anos), multa que pode ir de R$ 5 mil a R$ 50 milhões e perda de mandato. Mas essa lei foi prorrogada, portanto, não está em vigor no momento.

Mas está na hora de pensar no assunto!!!

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Bombeiros já foram ao local algumas vezes para apagar o fogo. Fotos: Thácia Janaína/Ubaitaba.com

Local onde é despejado os resíduos sólidos do município não tem tratamento adequado. Foto: Thácia Janaína
Local onde é despejado os resíduos sólidos do município não tem tratamento adequado. Foto: Thácia Janaína/ Ubaitaba.com

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Fonte: Ubaitaba.com – Sempre Atualizado!


Depois de muita polêmica e discussão nas redes sociais, um dos cartões-postais do belíssimo distrito de Serra Grande, em Uruçuca, há 30km ao sul de Itacaré, a Represa de Serra Grande, após limpeza volta a seu estado natural, agora limpa e linda.

Na semana passada circularam fotos em uma rede social da represa completamente seca, e atrelando o fato a falta de chuvas e a seca que atormenta a região. O assunto causou muita polêmica na região, mais rapidamente foi desmentido pela administração do distrito, que informou que a represa foi seca para limpeza e manutenção.

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Foto: Facebook de Maria Aldacy Sobral
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Foto: Maria Aldacy Sobral


Um dos cartões-postais do belíssimo distrito de Serra Grande, em Uruçuca, há 30km ao sul de Itacaré, vem provocando bastantes discussões nas redes sociais. O nível de água da Represa de Serra Grande praticamente zerou. Segundo informações a represa está assim para manutenção e limpeza, porém circula nas redes sociais um manifesto afirmando que o rio que abastece a represa, secou devido à falta de chuvas que assola a região. Manutenção ou não, o assunto vêm chamando a atenção e provocando muitas discussões na região.

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As praias de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro (a 722 km de Salvador) permaneceram praticamente desertas, nesta quarta-feira, 30, apesar de o fenômeno natural conhecido como maré vermelha estar diminuindo a intensidade.
Desde o final de semana, mais de 300 pessoas procuraram atendimento médico nas duas cidades do litoral extremo sul baiano com sintomas de diarreia, vômito, dor abdominal e irritação da pele e dos olhos.
Na última terça, moradores e visitantes foram alertados para evitar contato com a água do mar e fazer caminhadas, pelo menos, até esta quinta. A expectativa de donos de barracas, restaurantes, hotéis e pousadas é que o movimento volte ao normal a partir de sexta, 1º.

Provocada pela proliferação de algas marinhas tóxicas, a maré vermelha ocorre, geralmente, entre fevereiro e abril com variações de um ano para outro em relação ao tamanho de área atingida e duração do fenômeno. “A maré vermelha é prejudicial para a saúde dos humanos e a fauna marinha. Se caracteriza por provocar manchas avermelhadas no mar, formadas por microalgas venenosas”, afirmou a técnica ambiental Marilu Ramos.
Biólogo marinho da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, André Lima alertou que diversos fatores contribuem para a ocorrência, como a luminosidade e a temperatura. “A poluição das águas dos oceanos também pode influenciar para o crescimento das algas tóxicas”.
Nesta quarta, uma embarcação com equipe multidisciplinar percorreu as praias de Porto Seguro e recolheu amostras da água para análise, de acordo com o biólogo. Embora a maior procura por unidades de saúde tenha ocorrido em Porto Seguro, no Hospital Professor José Maria Magalhães Neto, em Santa Cruz Cabrália “recebemos pacientes com os sintomas decorrentes deste fenômeno”, informou a enfermeira Gabriela Diamantino.
Os pacientes, em sua maioria, são funcionários de hotéis que ficam na orla e de barracas de praia. “Estive internado com febre e outros sintomas decorrentes da maré vermelha”, disse o atendente de hotel Anderson Gama, que estava de volta ao trabalho. (Fonte: A Tarde)