Itacaré está comemorando 286 anos e todos os vereadores e funcionários da Câmara Municipal de Itacaré, aproveitam para parabenizar em mais um ano de emancipação politica e administrativa do município.

Representando o poder legislativo, o Presidente da Câmara dos Vereadores, Lenoildo Ribeiro dos Santos, o popular Canelinha (PEN), em entrevista ao Itacaré Urgente, falou que todos vereadores estão trabalhando unidos em prol da cidade. Em seu 5° mandado como vereador, sendo o primeiro como Presidente da Câmara, ele destacou o papel dos vereadores em trabalhar sempre de forma conjunta, representando bem a população. Além disso, diversos projetos esse ano já foram aprovados ou estão sendo analisados pela Câmara a fim de trazer benefícios a cidade. “Nossa população pode ficar certa que o grupo de vereadores de Itacaré estão trabalhando em busca de trazer melhorias para toda a cidade. Não existe projeto pequeno ou grande. Todos são de extremo valor para o município”, diz o Vereador Canelinha.

Aproveitando as comemorações, o Vereador aproveitou para agradecer a cidade e parabenizar pelos 286 anos de emancipação politica e administrativa .

“Quero parabenizar esses 286 anos de Itacaré e agradecer a cidade por ter me acolhido todos esses anos, seja como vereador e cidadão da cidade. Nosso povo é hospitaleiro, alegre e isso é um fator principal para o sucesso e o crescimento. E juntos, podemos fazer nossa essa cidade ser melhor a cada dia, seja pelas ações da população como a continuidade dos trabalhos realizados pelo corpo de vereadores do município”, finalizou o Presidente da Câmara de Vereadores, Canelinha.


 

Foto: Mário Nogueira

 

Nem o mais lindo dos versos, nem a mais iluminada das estrelas, nem o mais azul de todos os mares, se assemelha a beleza e a criatividade do teu povo, de tua gente, de tua natureza Itacaré! Aqui tudo é arte, ou a arte é tudo, talvez um complete o outro como uma propriedade natural e obrigatória que só se assemelha ao todo poderoso. Itacaré é sem dúvida a maior criação natural e não humana do planeta Terra, e a mais carinhosa. Aqui a luz emana por todos os lados, como um arco-íris de cores, que interliga a natureza ao imaginário. Luz está, que só o sorriso de quem mora aqui pode explicar.

Itacaré como o próprio significado do nome já diz; “itacá” (rio ruidoso) e “ré” (diferente), traduzindo ao pé da letra “rio de ruído diferente. Porém, quis o criador, que muitas outras coisas aqui, também fossem diferentes, ou melhor ímpar e incomparável. Como a poética e tão marcante orla, margeada por milhares e infinitas histórias e estórias e de um rio a perder de conta, guardado por um canhão e as mãos do padroeiro São Miguel Arcanjo, e iluminado pelo único farol quadrado de todo mundo.

Isso sem falar da Praia da Concha, Praia do Resende, Praia do Costa, Praia da Ribeira e a encantadora Prainha com seus belos coqueirais e uma trilha difícil que à abrilhanta ainda mais, assim também como a paradisíaca Jeribucaçú, praia de nome diferente que vem do Tupi-guarani que no significado (Jacaré da Boca Grande), que em seu braço de rio, doou energia nos tempos mais complicados de sua rica história. Contam os mais antigos, que esse mesmo Jacaré, passou uns tempos na praia da Engenhoca, caminhou pelo Havaizinho, depois de se perder nas belezas naturais da encantadora e musical praia de Itacarezinho. Berço de brigas territoriais, e dos amantes da criação celeste, que por muitos anos buscaram sem sucesso, algo parecido com o encontrado ali.
Ei Itacaré, o que tu tens de tão apaixonante? De tão encantadora que não consigo tirar da cabeça, do meu coração, que parte de minha alma. Será o teu povo hospitaleiro, humilde e acolhedor, será o teu mar, que parece que pintou todo o oceano com o mais belo azul, será tua rica cultura, ou será tua rica natureza esculpidas a mão pelo maior de todos os seres? Por isso digo com toda certeza, não canso de admirar Itacaré, lugar onde vivo, meu lindo Paraíso! (Texto: Durval Filho)


Itacaré nesta sexta-feira (26), 286 anos de emancipação politica e administrativa, e em sua história tem suas origens mais remotas em uma aldeia indígena que vivia da caça, pesca e agricultura de subsistência. Nesta região a colonização portuguesa teve início por volta de 1530, com a implantação das capitanias hereditárias. Os portugueses trouxeram consigo os Jesuítas que tinham como um de seus objetivos a demarcação de terras.

Por volta do ano de 1720, o Jesuíta Luis da Grã ergueu uma capela sob a invocação de São Miguel, batizando a população com o nome de São Miguel da Barra do Rio de Contas.

Ainda assim, o povoado só se tornaria um município em 1732, por obra e graça da Condessa do Resende – Dona Maria Athaíde e Castro. A Condessa era a donatária da capitania de Ilhéus e, em 26 de janeiro, elevou Itacaré à categoria de município.

Os principais monumentos históricos de Itacaré são a Casa dos Jesuítas e a Igreja Matriz (1723), primeiro bem oficialmente tombado pelo Instituto do Patrimônio Ambiental e Cultural da Bahia (IPAC). Com quase 300 anos a igreja de Itacaré, cujo padroeiro é São Miguel Arcanjo, dispõe de oratório rococó, com imagens de São Miguel, São Sebastião, Santo Antônio e Senhor dos Passos. Em alvenaria mista, a edificação tem capela-mor com sacristia, andar superior com coro, galeria e sala do consistório. O município ainda preserva sobrados e casarões transformados em pousadas e casas comerciais, alguns preservados e que valem uma visita.

Contam os mais antigos que, durante o período de colonização, os indígenas que aqui viveram (gueréns e tupiniquins) atacavam constantemente moradores e jesuítas. Foi por isso que os padres decidiram construir um túnel ligando a Igreja e a Casa dos Jesuítas, por onde fugiam das perseguições, embrenhando-se pelas matas.

O primeiro Prefeito Municipal (Intendente, como era chamado na época) foi Joaquim Vieira dos Santos, que comandou Itacaré entre os anos de 1890 e 1893.

A base econômica, não só do município de Itacaré, como da região sul da Bahia era a produção de cacau. Seu porto era um dos principais pontos de escoamento da produção agrícola do estado e, durante muitas décadas, os grandes senhores do cacau ditaram as regras e produziram a riqueza. Em meados dos anos 70, quando a vassoura de bruxa – praga que ataca as lavouras de cacau – chegou por aqui, começamos a assistir ao declínio e empobrecimento de toda a região.

Enquanto se desenvolve a alternativa do cacau híbrido o povo itacareense, valente e resistente, vai também vislumbrando e planejando um novo caminho para o desenvolvimento: o turismo sustentável.

POR QUE “ITACARÉ”?

O significado da palavra Itacaré ainda hoje causa algumas dúvidas; uns dizem que é “Pedra Redonda”; outros que é “Pedra Bonita”. Recentemente foi feita uma pesquisa junto à Biblioteca Central da Universidade Federal da Bahia. O resultado dessa pesquisa diz que a palavra Itacaré é formada por: “itacá” (rio ruidoso) e “ré” (diferente). Assim, Itacaré significaria “rio de ruído diferente.

 


Nesta sexta-feira (26), Itacaré comemora 286 anos de emancipação política e administrativa de Itacaré.Uma grande festa com atrações musicais, manifestações folclóricas, esportivas e religiosas está programada, confira abaixo a programação completa dos festejos.

DIA 26 DE JANEIRO DE 2018:

05H00 – ALVORADA
06H00 – TRADICIONAL MINGAU
08H00 – MISSA – IGREJA SÃO MIGUEL
10H00 – LAVAGEM DA RUA 26 DE JANEIRO (BAIRRO DO MARIMBONDO)
14H00 – APRESENTAÇÕES CULTURAIS – VOLTA DA JIBOIA, BICHO CAÇADOR, SAMBA DE RODA E GRUPO DE DANÇAS – LAVAGEM DA RUA 26 DE JANEIRO
18H00 – TERNO DE REIS
21H00 – DJ
23H00 – BANDA ARAKETU
01H00 – MARLON MOREIRA E BANDA