G1

O prazo para quem não tem o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) fazer a inscrição termina nesta quinta-feira (30). As inscrições devem ser feitas no site do Fies. O Ministério da Educação (MEC) prorrogou para 29 de maio o prazo apenas para quem já tem o auxílio e precisa renovar o contrato.

Muitos estudantes reclamam que não conseguem fazer a inscrição e temem ficar sem o auxílio ao término do prazo.

Para não perder alunos, algumas faculdades têm buscado alternativas. Em Belo Horizonte, uma universidade ofereceu financiamento próprio. Nesse caso, os estudantes pagam 50% das mensalidades durante o curso e a outra metade após a formação.

Entretanto, o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro alerta que o aluno deve se atentar aos juros e não se endividar além do que pode comprometer sua renda futura. Os alunos que já fazem parte do Fies não podem recorrer a esta opção e devem fazer a renovação.

O ministro afirmou que os estudantes que buscam a renovação serão atendidos. “Eu garanto que, quem tem refinanciamento, tem um mês de prazo e, nesse mês, vai dar para resolver todas as situações deles. Eles [estudantes] têm que ficar tranquilos”, garantiu Janine.

Até a sexta-feira (23), cerca de 242 mil novos contratos tinham sido feitos pelo site do Fies. Janine Ribeiro garantiu, em entrevista ao Bom Dia Brasil, que todos os empréstimos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) serão renovados e pediu desculpas pelas falhas apresentadas no sistema de inscrições.

Nota mínima no Enem

Desde 30 de março, com a entrada das novas regras do Fies, para fazer a inscrição, o estudante deverá ter nota mínima de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio e não ter tirado nota zero na redação. Além disso, as instituições particulares de ensino superior não podem aumentar as mensalidades acima do teto de 6,4%. Algumas faculdades, como Santa Casa e a PUC Campinas, suspenderam a adesão ao Fies para novos alunos porque preferiram reajustar as mensalidades acima deste limite.

O Fies permite ao estudante cursar uma graduação em uma instituição particular e, depois de formado, pagar as mensalidades a uma taxa de juros de 3,4% ao ano. O aluno só começa pagar após 18 meses de concluído o curso.


A empresa SourceDNA, especializada em análise e monitoramento de apps para plataformas móveis, alertou na sexta-feira (24) sobre a existência de uma falha que deixa vulneráveis 25 mil apps para iOS, inclusive programas de instituições financeiras do Brasil. A brecha está localizada em uma biblioteca de código chamada AFNetworking, que deixa aplicativos vulneráveis a ataques de interceptação de dados. O AFNetworking facilita a inclusão de funções de rede em aplicativos para iOS. Ou seja, esse código é instalado junto de outros apps e não diretamente pelo usuário. Como ele é reaproveitado por vários desenvolvedores, uma brecha nesse código impacta os milhares de apps que o utilizam. A falha está na validação de certificados digitais para sites seguros (SSL). O SSL é a tecnologia que mostra o “cadeado” de segurança em sites de internet. O cadeado só pode ser exibido quando um site possui um certificado digital válido e se esse certificado corresponde ao site visitado. Dessa maneira, um criminoso não pode usar um certificado obtido para outro site para criar uma página clonada de um endereço seguro. Por causa da vulnerabilidade, o AFNetworking não verifica se o certificado digital corresponde ao site visitado. Com isso, um criminoso pode criar um site clonado e redirecionar o tráfego do app para esse site, usando qualquer certificado digital válido. Certificados digitais válidos podem ser obtidos gratuitamente pelos golpistas. O ataque é mais fácil de ser realizado em redes Wi-Fi públicas. Nessas redes, um criminoso presente no local poderia redirecionar o site acessado pelo app para interceptar o tráfego e obter todos os dados, inclusive as senhas, que foram transmitidas pelo app de forma supostamente segura. A brecha no AFNetworking já foi corrigida. Desenvolvedores podem integrar a versão mais nova do código e atualizar o app para eliminar a vulnerabilidade. Mas isso precisa ser feito para cada aplicativo.
A SourceDNA disponibilizou uma página de consulta para verificar se um app está ou não vulnerável. O G1 pesquisou por apps de cinco dos maiores bancos brasileiros: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander. Apps do Bradesco e do Itaú apareceram na lista como vulneráveis. O G1 solicitou um posicionamento do Bradesco e do Itaú para saber se os apps estavam mesmo vulneráveis e quais medidas seriam tomadas. As instituições também foram questionadas se os apps tinham algum recurso de segurança extra que impediria a falha de ser explorada na prática.
Leia abaixo a resposta do Bradesco:
O Bradesco esclarece que está atualizando todas as versões dos apps que utilizam AFNetworking. É importante ressaltar que essa API somente é utilizada no ambiente institucional, sem acesso a dados sigilosos. O ambiente transacional de seus apps é seguro e não é vulnerável. O acesso à conta e a realização de transações ocorrem em ambiente seguro. As transações realizadas nos Canais Digitais do banco, além de utilizar senha, são autenticadas pela Chave de Segurança Bradesco ou pela Biometria da palma da mão, de acordo com o canal utilizado. No caso dos smartphones, o M-Token, que gera as Chaves de Segurança, está integrado aos aplicativos. Estas chaves são dinâmicas e aleatórias, mudando em segundos. Informamos ainda que o banco trabalha em um processo contínuo de aprimoramento dos produtos e serviços disponíveis aos clientes. Na questão de segurança, por exemplo, possui sistemas de monitoramento, que analisam as transações em tempo real.
Leia a resposta do Itaú:
O Itaú esclarece que seus aplicativos móveis não são vulneráveis a esse risco. O banco investe constantemente em tecnologia e segurança com objetivo não somente de proteger os dados dos clientes, mas também de oferecer serviços cada vez mais ágeis e inovadores.


No depoimento que deu à Polícia Civil, a travesti Verônica Bolina conta o que a levou a agredir uma idosa, diz que apanhou nas duas delegacias pelas quais passou e afirma estar arrependida dos crimes que cometeu. Verônica foi detida no dia 10 de abril após agredir três vizinhas em um flat onde morava na Bela Vista, região central de São Paulo. O R7 teve acesso exclusivo ao inquérito sobre o caso.

Segundo relatou, ela fazia limpeza no apartamento quando sentiu um cheiro ruim. Disse acreditar que a vizinha Laura, uma idosa de 73 anos, havia feito “macumba ou obra de magia negra” contra ela.

No registro do depoimento consta a seguinte afirmação: “Não sabendo justificá-lo, dirigiu-se até a casa de dona Laura e abruptamente adentrou ao recinto iniciando uma agressão sem controle, sendo que afirma que, mesmo estando descontrolada, sem nenhuma dúvida que não pretendia matá-la e sim agredi-la”. Verônica admitiu que usou a bengala da idosa para bater e que também quebrou os móveis da casa, mas que parecia estar “possuída”.

Após alguns minutos de agressão, Verônica saiu da casa de Laura e passou a brigar com outra travesti, Beatriz, que mora no mesmo andar. A reportagem conversou com Beatriz no 2º Distrito Policial do Bom Retiro, na última quarta-feira (22), quando também foi ouvida pela Polícia Civil. Ela não quer mostrar o rosto porque diz estar “em foco”.

A travesti conta que ouvia um falatório no corredor que já durava alguns minutos. De saída para um compromisso, chamou o elevador e viu que Verônica estava dentro do apartamento da idosa.

— Quando eu vi a Verônica dentro do apartamento da dona Laura, eu já ia descer e aproveitaria para avisar a portaria. Não pretendia me envolver na briga. Mas a Verônica me viu e veio até o corredor tomar o meu celular com medo de que eu chamasse a polícia. Foi quando a gente começou a se bater até que eu consegui fugir pela escada e avisar a portaria. Mas acho que os funcionários já tinham notado a briga e chamado socorro.

Entre o tempo que Beatriz desceu e a polícia chegou, Verônica voltou para o flat da idosa, onde arrombou a porta a chutes e voltou a espancá-la. Ela a arrastou até o apartamento da outra vizinha, Lívia, que também foi agredida.

Segundo inquérito, os policiais chegaram e conseguiram acalmá-la para que fosse conduzida ao 78º DP, do Jardins. A polícia informou que precisou “fazer uso de força” já no DP porque Verônica teria atacado os policiais. Ela foi levada depois para o 2° DP, onde arrancou a orelha de um carcereiro e depois foi agredida por ele.

Assim como Verônica, Beatriz também faz programa e atende no prédio. Ela afirma que a colega apresentou um comportamento estranho em um supermercado, dias antes das agressões, e culpa o crack pelo desequilíbrio.

— Eu encontrei a Verônica uns dias antes no supermercado e ela estava descalça e de shortinho, sendo que estava frio. Ela me disse que “precisava ser humilde”, me pediu para esperar, mas foi embora sem mim. Achei estranho. Ela não era minha amiga, mas sou de todas as amigas dela e a gente sabe que ela se afundou no crack. Ela só cheirava, mas sabemos até quem levou crack pra ela experimentar. Ela pode ter ficado muito louca e ter feito aquilo, ou apenas foi ela mesma — uma pessoa ruim. Ela falou aquela coisa do cheiro, mas isso era o encanamento. O meu flat também estava com cheiro ruim e eu já tinha avisado.

Beatriz é mineira e deixou o sul do Estado em junho do ano passado para morar em São Paulo. O objetivo dela era mudar o corpo e continuar o curso de biomedicina. A jovem de 19 anos escolheu o flat para morar porque o local não exige identificação dos convidados. Questionada porque escolheu fazer programa, afirma que tudo foi uma escolha de vida.

— Eu morava em Minas com a minha avó e vim para São Paulo fazer minhas plásticas. Eu tenho muita simpatia por idosas porque lembro da minha vó e estou revoltada com a Verônica porque eu vi o que ela fez com a dona Laura. Quem diz que defende ela é porque não viu o que ela fez de verdade.

A mãe de Verônica retirou as coisas dela do apartamento e entregou o imóvel. Com a repercussão do caso, Beatriz pretende se mudar do prédio, onde morava havia dez dias quando tudo ocorreu e, segundo ela, nunca tinha se envolvido em nenhum tipo de discussão. Dona Laura mora lá há seis anos.

Verônica está no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros em uma ala destinada aos travestis. Ela foi indiciada por tentativa de homicídio contra Laura, dano qualificado, desacato, resistência e lesão corporal, além de tentativa de homicídio pela agressão contra o carcereiro.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que foi aberto também um processo para apurar a conduta dos policiais e a agressão contra Verônica.

Em seu depoimento, Verônica também diz que foi agredida dentro das duas delegacias e no hospital pelos militares que a levaram. Ela confirma que se masturbou dentro da cela no 2° DP, o que levou o carcereiro a entrar para retirá-la de lá. Ela garante “que em nenhum dos crimes tinha a intenção de matar e está arrependida, com vontade de voltar para a sua vida normal”. (R7)


O Tribunal Regional Federal da 1ª Região eliminou restrições e exigências do Exército para o ingresso em suas escolas e na tropa entendidas pelo Judiciário como discriminatórias. Em uma ação coletiva promovida pelo Ministério Público Federal contra a União, o colegiado derrubou uma norma interna do Exército que, desde 2005, exigia altura mínima e 20 dentes naturais na boca para candidatos, além de impedir o acesso de portadores de doenças autoimunes, imunodepressoras ou sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis. Os exames também não podem ser exigidos para militares na ativa. A altura mínima exigida era 1,60m, para homens, e 1,55m, para mulheres. Conforme o desembargador Souza Prudente, relator do caso, a União e o Exército já foram notificados de que a decisão tem eficácia imediata e vale para concursos em andamento. Em caso de descumprimento, o Comandante do Exército terá de pagar multa diária de R$ 5 mil, sem prejuízo de sanções criminais cabíveis. A decisão, unânime, é da 5ª turma do TRF da 1ª Região e ocorreu em 11 de março, mas só foi divulgada agora.


O surfista Chris Blowes, de 26 anos, se encontra em estado crítico após sofrer o ataque de um tubarão branco de seis metros no sul da Austrália. O acidente ocorreu na manhã do último sábado, quando ele surfava a 350 metros da praia, no pico conhecido como “Right Point”, em Fishery Bay, a cerca de 40 quilômetros ao sul de Port Lincoln. Depois de ser encaminhado para o Port Lincoln Hospital, o australiano foi transferido de helicóptero para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Royal Adelaide Hospital, em Adelaide, cidade com mais recursos para atender o jovem em estado grave. De acordo com as autoridades locais, Blowes precisou ser reanimado na ambulância.
Blowes estava na água com outros 12 surfistas quando foi atacado pelo enorme tubarão, descrito pelas testemunhas como “monstro gigante”. De acordo com a mídia local, ele teria sofrido algumas mordidas antes de o animal ter arrancado uma parte de sua perna (da coxa para baixo). Após ser resgatado, alguns surfistas e amigos do australiano fizeram um torniquete na tentativa de estancar o sangramento.

– O tubarão veio, arrancou a perna dele e os caras o ajudaram, levando-o até o penhasco – disse Glenn Lugg, que surfa há 25 anos no pico e assistiu ao ataque da areia, em uma entrevista ao jornal “Adelaide Now” – Eu estava ali só olhando o tubarão se afastando em direção ao oceano com a prancha. Obviamente, o tubarão ainda estava com a perna dele e nadando em círculos. Havia sangue por todo o lado – completou a testemunha.

Após o incidente, a polícia local espalhou cartazes pela praia avisando sobre o risco de novos ataques na região. De acordo com as autoridades, o acidente teria acontecido em um dia de condições perigosas, em que não era possível observar o fundo do mar e detectar a presença de tubarões. Muitas vezes, os ataques acontecem porque os humanos são confundidos com focas, tartarugas ou golfinhos. Há 10 anos, um outro surfista, Jake Heron, foi atacado por um tubarão branco de quatro metros em Fishery Bay. Ele lutou com o animal e conseguiu escapar depois de acertar alguns chutes, levando 20 pontos no braço e outros 40 na coxa.
Pescadores locais afirmam que o número de tubarões vistos na área aumentou recentemente.
– Muitos tubarões têm sido vistos recentemente nas localidades próximas à costa de Fishery Bay, bem na esquina. E os que viram disseram que eles estão mais agressivos atualmente – disse Jonas Woolford, presidente da associação de pescadores da região, à “ABC”. (Globo Esporte)


Por conta de crise financeira, estiagem ou prejuízos com a chuva, alguns municípios baianos não realizarão as festas juninas em 2015. Segundo o jornal Correio, estão nesta situação as cidades de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador; de Sento Sé, no Vale do São Francisco; e de Santo Amaro, que ainda contabiliza os danos causados pelos alagamentos e pela cheia do Rio Subaé ocorridos neste mês. “Diante disso tudo, o caminho é não fazer a festa. Provavelmente, em algumas comunidades e bairros, a população vai fazer alguma coisa, ‘vaquinhas’. Mas a prefeitura não vai fazer nenhum gasto”, disse, em entrevista ao Correio, o prefeito de Santo Amaro, Ricardo Machado (PT). A festa já estava orçada em R$ 5,1 milhões, valor semelhante ao São João do ano passado. De acordo com o prefeito, os recursos serão destinados a ações emergenciais. Já em Candeias, havia a expectativa de gastar ao menos R$ 600 mil, sendo R$ 400 mil apenas com o custeio das bandas, mesmo valor que faria a festa de Sento Sé, afetada pela seca. O dinheiro também irá para ações emergenciais, segundo o Correio. Em outras cidades que abrigam eventos tradicionais, serão feitos cortes e reduções na programação. É o caso de Amargosa, Cruz das Almas, Piritiba, Senhor do Bonfim e Ibicuí. Em Cruz das Almas, os festejos juninos passarão de 30 para apenas cinco dias. “A situação está precária, pior do que nunca. Tem município este ano com arrecadação menor mês a mês. Com a diminuição da receita, alguns já sinalizaram que não vão fazer festa este ano. Outros vão priorizar por conta da tradição, mas, com certeza, vai ser um São João menos expressivo e com menos gastos”, disse, também em entrevista ao Correio, a presidente da União de Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria Mendes.


O engenheiro eletricista Nilton Yamane Barros, de 37 anos, ainda custa a acreditar que sobreviveu após ter o para-brisa do carro que dirigia atingido em cheio por pneus que se soltaram de um micro-ônibus na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. O acidente aconteceu na manhã deste sábado (25), na BA-099, conhecida como Estrada do Coco, enquanto ele seguia sozinho para a casa dos pais, que moram no município de Camaçari, a cerca de 20 quilômetros depois do local da colisão. O micro-ônibus que perdeu os pneus traseiros faz a linha Vila de Abrantes (Camaçari)/Feira de Itapuã (Salvador) e trafegava no sentido oposto. Ainda não há informações sobre o que teria causado o desprendimento dos pneus do eixo do veículo, que pertence à Cooperlotação, uma cooperativa de transporte complementar regulamentada pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba). Após o choque, Nilton, que andava a cerca de 40 quilômetros por hora, teve dificuldade para sair do carro porque ficou com um dos dedos presos entre o pneus e o volante do veículo. Ele sofreu escoriações por ter sido atingido por estilhaços do vidro dianteiro, que foi destruído. (G1)