Surfistas de vários estados do Brasil estarão em Itacaré na 2ª etapa do Brasileiro Pro Junior de Surf 2017, que acontecerá no período de 26 a 28 de maio, na praia da Tiririca. A realização do evento é da CT Wax e Associação de Surf de Itacaré(ASI), com o apoio da Prefeitura Municipal. O evento já se consolidou como uma das principais competições para as categorias de base do esporte no país e vem sendo realizado desde 2014 com foco na revelação de novos talentos do surf. Paralelo ao campeonato acontecerá eventos culturais, exposições sobre projetos ambientais e confraternização entre os atletas.

Na última segunda-feira, feriado do Dia do Trabalhador, a ASI realizou uma seletiva para designar as oito vagas que a entidade foi contemplada para o Brasileiro Pro Júnior, Pena Litlle Monster. A seletiva foi realizada na Praia da Tiririca, onde foram definidos os campeões e representantes da entidade nas seguintes categorias; sub 08,-Davi Bastos; Sub 10 – Pedro Veiga; Sub 12 – Rayan Fadul; Sub 14 Feminino – Potira Castaman; Sub 14 Masculino – Jerônimo Barros; Sub 16 – Lucas Sousa; Pro Júnior Feminino – Camila Belfort e Pro Júnior Masculino – Daniel Matos.

A competição é considerada uma das mais importantes do Brasil e a cada ano vem revelando grandes surfistas para representar o país em eventos internacionais. E na etapa de Itacaré, na categoria principal, a Pro Junior terá uma premiação de R$ 20.000,00 em dinheiro para os mais bem colocados na competição masculina e de R$ 5.000,00 para a feminina. Além dos R$ 20.000,00 para os surfistas profissionais, o Pena Little Monster distribuirá kits da Pena e da CT Wax para as categorias amadoras, divididas por idade – Sub 08, Sub 10, Sub 12, Sub 14 e Sub 16. O campeonato vai dar ainda um bônus de R$ 5.000,00 para o campeão do circuito na categoria masculino e de R$ 3.000,00 para o feminino. O vencedor também garante vaga para o Mundial Pro Junior.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, considera o evento como mais uma oportunidade de projetar a cidade a nível nacional, consolidando cada vez mais o município como uma das referências do esporte, além de revelar grandes talentos. Ele explica que a Prefeitura de Itacaré tem buscado dar um novo olhar para o esporte, apoiando os eventos locais, incentivando o surgimento de novos atletas, e atraindo para a cidade eventos a nível nacional e internacional, a exemplo do Mundial de Surf já confirmado para o mês de outubro.

O circuito Brasileiro de Surf Pro Junior, além de selecionar o representante brasileiro para o mundial, também visa incentivar a nova geração do surf. Somente para se ter ideia da importância, atualmente o Brasil é bi-campeão mundial de surf com Gabriel Medina e Adriano Mineirinho, títulos esses conquistados consecutivamente em 2014 e 2015. Esses atletas participaram das etapas do Pro Junior, garantiram a vaga e se consagraram campeões do mundo. Esse ano o circuito será realizado em três etapas. A primeira já aconteceu no mês de fevereiro em Paracuru, no Ceará, a segunda será em Itacaré e a terceira vai acontecer em setembro em Búzios, no Rio de Janeiro. (Secom/Itacaré)


Com uma surpreendente vitória nas urnas, o republicano Donald Trump, 70 anos, foi eleito na madrugada desta quarta-feira (9) o 45° presidente dos Estados Unidos. O resultado contrariou projeções de renomados institutos de pesquisa e derrubou bolsas em todo o mundo.

Pouco antes das 3 da manhã, horário de Nova York, Trump iniciou seu discurso de vitória afirmando que minutos antes recebera uma ligação da candidata derrotada Hillary Clinton – que não discursou concedendo a derrota – para felicitá-lo pelo feito. Trump elogiou a adversária por ter “lutado muito” nesta campanha e disse que o país deve “agradecer a ela pelos serviços prestados ao país”.

Na tentativa de se aproximar dos eleitores democratas, o presidente eleito adotou um tom conciliador: “agora é hora de a América permanecer unida – republicanos, democratas, independentes. Prometo a todo cidadão que serei presidente de todos os americanos, isso é muito importante para mim”, disse Trump, ao lado da esposa, Melania, dos filhos e do vice-presidente eleito, Mike Pence.

Trump disse ainda que sua campanha foi um “movimento incrível” de homens e mulheres em busca de “um futuro melhor para si e suas famílias”. E destacou: “este é um evento histórico, mas temos que fazer um bom trabalho”. “Prometo que não vou desapontá-los.” O republicano voltou a falar em dobrar o crescimento da economia e, já calculando o frenesi global causado por sua vitória, afirmou que os Estados Unidos manterão boas relações “com todos os países que quiserem manter boas relações conosco”. Trump ainda falou em “parceria, e não conflito”.

“Nada que quisermos para nosso futuro está além do nosso alcance. Vamos sonhar grande”, afirmou o presidente, o primeiro na história do país a nunca ter servido em um cargo público, civil ou militar.

Previsões erradas

O dia D nos Estados Unidos começou com os principais veículos da mídia americana projetando uma vitória histórica da primeira mulher presidente no país. Alguns chegaram a calcular em quase 80% a probabilidade de uma vitória da candidata democrata nas urnas.

A confiança dos democratas só começou a ruir após o fechamento das urnas nos estados no leste do país e o início da apuração dos votos. Analistas mantiveram os olhos grudados nos resultados que vinham da Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Virgínia. Na medida em que os votos nestes estados decisivos – com grande número de votos eleitorais e sem tendência definida – começaram a ser contabilizados, ficou claro que a permanência dos democratas no poder estava em risco. Outras grandes surpresas da noite foram Wisconsin e Michigan, do chamado Rust Belt (cinturão da ferrugem). Considerados redutos democratas certos, este ano eles votaram em Trump.

Esta foi pelo menos a terceira ocasião neste ano em que institutos falharam ao tentar prever resultados de votações importantes no mundo. Em junho, pesquisas de opinião mostravam que os britânicos votariam pela permanência do Reino Unido na União Europeia. O movimento “Brexit” acabou vencendo nas urnas com 52%. A rejeição ao acordo de paz do governo colombiano com as Farc por 50,2% da população também contrariou as expectativas.

O republicano Donald Trump e sua chefe de campanha, Kellyanne Conway
O republicano Donald Trump e sua chefe de campanha, Kellyanne Conway Foto: SHAWN THEW / EFE

Surpresa já nas primárias

A corrida pela Casa Branca este ano foi bastante polarizada e atípica em vários sentidos. Assim que os filiados dos partidos Democrata e Republicano apresentaram suas candidaturas, vários analistas políticos não acreditaram que Donald Trump iria longe na disputa. Conhecido pela personalidade forte e egocêntrica, o milionário seria tragado ainda na fase das primárias, sentenciaram alguns.

No entanto, o ex-apresentador do programa de TV O Aprendiz desbancou todas as expectativas e acabou derrubando, um a um, os 16 adversários na briga pela nomeação republicana. Jeb Bush, que até o ano passado era favorito à candidatura republicana, abandonou as primárias ainda no começo, de mãos vazias. O único republicano capaz de desbancar Trump, Ted Cruz, acabou desistindo de seguir até o final, deixando o caminho livre para o magnata, que faturou 41 dos 50 estados e 1.441 delegados – mais de 200 a mais do que o mínimo necessário.

Campanhas opostas

Com a definição dos nomes dos presidenciáveis, republicanos e democratas lançaram suas estratégias para manter os votos em seus redutos e conquistar apoio nos chamados swing states, cuja inclinação partidária varia a cada eleição. Com um discurso voltado para as minorias, Hillary tentou motivar eleitores negros e latinos para um grande levante de participação. Já Trump manteve um discurso que teve grande apelo junto à população branca, masculina e de baixa escolaridade.

A campanha rumo à Casa Branca este ano também foi marcada por uma inversão dos valores tradicionalmente defendidos pelos dois principais partidos americanos. Enquanto os republicanos sempre tiveram uma postura mais liberal, defensora do livre comércio, Trump cresceu batendo na tecla do protecionismo. O discurso parece ter surtido efeito principalmente nos estados do noroeste que sofreram grandes perdas econômicas com a drástica redução do setor industrial, como Michigan e Wisconsin. Coube a Hillary desempenhar o papel de defensora dos acordos internacionais.

Candidato teflon

Na medida em que se tornava cada vez mais real, a candidatura de Donald Trump enfrentou muita resistência dentro de seu próprio partido. O líder republicano no Congresso, senador Paul Ryan, nunca mostrou-se simpático a Trump, assim como outros nomes de peso na legenda como, o senador John MacCain. A disposição de apoiar se reduzia a cada novo comentário polêmico do milionário, como quando disse que McCain não era herói de guerra por ter sido capturado, ou questionou a cidadania americana do presidente Barack Obama.

No entanto, a má repercussão na mídia de suas declarações parecem nunca ter tido efeito sobre seus eleitores. Muitos consideram positivo o fato de Trump “dizer o que pensa” e representar “uma verdadeira mudança” com relação aos tradicionais políticos.

Em uma última cartada para tentar desestabilizar Trump, os democratas insistiram em tentar desgastar Trump com as eleitoras. Hillary trouxe à tona declarações de Alicia Machado, uma ex-miss universo que fora chamada de Miss Piggy (porquinha) pelo magnata, por ter ganho peso após o concurso. Em seguida, o vazamento de um vídeo no qual Trump usa termos chulos para se referir às mulheres encorajou várias outras a procurarem veículos da mídia e relatar episódios de assédio sexual por parte do show man.

Novamente, ao que parece, as denúncias não atrapalharam os planos do milionário, que nesta madrugada se tornou o presidente da maior economia do planeta. (Terra)

Mas a maioria deles demostrou apoio a Hillary Clinton e criticou a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Veja o que os famosos disseram:

No mundo
Katy Perry, cantora: “Nós nunca vamos nos cala. A revolução está chegando”
Ariana Grande, cantora: “Eu estou em lágrimas”

Chris Evans, ator: “Esta é uma noite embaraçosa para a América. Nós permitimos que um traficante de ódio liderasse nossa grande nação. Nós deixamos um valentão definir nosso curso. Estou devastado”

Mark Ruffalo, ator: “Sabe o que fazemos agora? Nós terminamos de construir o que nós começamos e nós temos que lutar contra! Ergam suas cabeças, irmãos e irmãs”

Madonna (Foto: Instagram / Reprodução)
Madonna: Uma chama está acesa (Foto: Instagram / Reprodução)

Madonna, cantora: “Uma chama está acesa. Nós nunca desistimos. Nós nunca vamos desistir dos Estados Unidos”

Kesha, cantora: “Eu também estou enlouquecendo. Juntos vamos ficar bem. Nós temos uns aos outros, animais. Não percam essa merda. No pior caso, vamos mudar para a Nova Zelândia”

Ellen DeGeneres, apresentadora: “Hillary Clinton, independente de como termine tudo hoje à noite, eu estou tão orgulhosa de você e me sinto muito honrada de ser sua amiga”
Paris Jackson: “Eu estou realmente muito aterrorizada por todas as mulheres, pela comunidade LGBT e pelos imigrantes. O fato de que a maioria de nós não se sente seguros já está além do alarmante”

Paris Jackson, filha de Michael Jackson: “Eu não estou vindo de um lugar detestável e eu não odeio você, se você votou emTrump (…) mas eu gostaria de salientar que, se você fez, você não só votou contra a minha família, minhas amigas, meus irmãos da comunidade LGBTQ e contra outras famílias de diferentes raças, você também usou seu voto para jogar fora nossos direitos.”

Chris Evans, ator: “Esta é uma noite embaraçosa para a América. Deixamos um hatemonderlevar nossa grande nação. Deixamos um valentão definir nosso curso. Estou devastado”.

No Brasil

Preta Gil, cantora: “Que retrocesso! Um homem racista, machista, xenófobo, preconceituoso, violento, homofóbico… Um grande marqueteiro do mal! Deus nos ajude, porque se lá eles apoiam esse homem é sinal de que a maioria da sociedade americana pensam como ele, ou seja, estamos lascados. Pois isso pode dar força para líderes políticos com o perfil dele se fortaleçam. Triste”

Marcelo Adnet, ator: “Trump é o bolo na cereja de um ano político surreal”

Rita Guedes, atriz: “Eu não posso acreditar que o louco do Trump é o presidente dos Estados Unidos. Inacreditável! Pobre país”

Mc Gui, cantor: “Triste saber que uma das maiores potências do mundo vai afundar na mão de um homem machista, homofóbico, racista e entre outras incríveis ‘qualidades’ que eu realmente não sei onde um país tão incrível pode ver em uma ser humano tão desprezível… Agora vamos orar, por todos os imigrantes, negros, mulheres e homossexuais que estão sobe os poderes dele.”

Débora Falabella, atriz: Podemos ir agora? O mundo está perdido! Que horror!

Alessandra Maestrini, atriz: Senhor, tenha piedade de nós.

Maíra Charken, repórter e atriz: O meteoro chegou, gente! E não foi o da paixão não. Foi o do preconceito, da retórica vazia, da ditadura, da guerra, do machismo, da hegemonia branca, hétero e rica. Mais do que nunca precisamos nos unir. Acordemos!

Priscila Fantin, atriz: Gente, nem sei, que manhã assustadora. Trump? A humanidade está cada vez mais morta mesmo. Temos que ajudar o mundo com as próprias mãos. Mesmo.

Luiza Possi, cantora: Trump não, mano. Não. Parece pesadelo ou piada, mas não mano, não”